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Recebimento da 2ª parcela do 13º salário é bom momento para
quitar dívidas
Por: Tabata Pitol Peres
20/12/07 - 11h27
InfoMoney
SÃO PAULO - De acordo
com dados do Dieese, 63.833 milhões de brasileiros
receberão, nesta quinta-feira (20), a segunda parcela do 13º salário. Para a advogada Elizete Scatigna, sócia do escritório Carvalho e Advogados
Associados, esta é uma boa época para consumidores inadimplentes renegociarem
suas dívidas. "Nesse período, os credores ficam mais flexíveis, porque
sabem que o cliente tem dinheiro. Assim, diversas empresas
oferecem condições bastante atraentes para que as pessoas regularizem sua
situação” .
Elizete explica que, com dinheiro na mão, o consumidor tem maior poder de
barganha. "Se ele tem o suficiente para quitar toda a dívida, ele pode
tentar descontos de 40%, 50% em cima dos juros cobrados. Um bom truque para
sensibilizar o credor é se oferecer para pagar a dívida, antes mesmo se ser
cobrado. Se o credor percebe que o cliente está mesmo disposto a pagar, ele
concorda com acordos que facilitem esse pagamento".
Mesmo para quem não tem dinheiro suficiente para liquidar toda a dívida, o
conselho da advogada é procurar o credor. "Se o consumidor consegue
renegociar a dívida e pagar a primeira parcela, o nome dele já sai dos bancos
de dados que limitam o acesso ao crédito. Assim, o nome dele é
reabilitado e ele volta a ter capacidade de comprar. Sem falar nos benefícios
psicológicos de conseguir começar um novo ano devendo menos", garante.
Mais de uma dívida
Para que tem mais de uma dívida e não poderá quitar todas, Elizete explica
que a melhor solução é avaliar, com calma, quais deverão ser pagas primeiro.
"O consumidor precisa analisar em quais dívidas os juros de mora são
maiores e optar por pagar essas. Se ele tem condições de pagar integralmente
algumas dívidas, deve quitar as que possuem juros mais elevados e parcelar as
com menores taxas".
De acordo com a Peic ( Pesquisa
de Endividamento e Inadimplência do Consumidor) divulgada na última
quarta-feira (19), o número de consumidores paulistanos endividados (com cheque especial, cartão de
crédito, empréstimo pessoal ou prestações em geral) atingiu 48% em dezembro. Em
relação ao mês anterior, quando o índice chegou a 54%, foi registrado um
recuo de seis pontos percentuais.
Já na comparação com o mesmo mês de 2006, houve queda de 13 pontos
percentuais no índice de endividamento.
Apesar da queda, o número de devedores no País ainda é grande. "O número
de inadimplentes tem caído, mas ainda está em patamares bastante
elevados", afirmou recentemente à Infomoney o
assessor econômico da Serasa, Carlos Henrique de
Almeida.
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